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Você precisa saber

Ajustar ATB na Insuficiência Renal

Clearance da Creatinina: > 50 até levemente alterado Entre 10 e 50 Menor que 10

1. Amicacina:

Dose padrão: 7,5 mg/kg cada 12 horas 70 a 100% da dose cada 12 horas 30 a 70% da dose cada 12 horas 20 a 30% da dose cada 12 horas

3. Azitromicina:

Dose padrão: 500 mg cada 12 horas 100% da dose padrão cada 8 horas 100% da dose padrão cada 8 horas 100% da dose padrão cada 12

Corrigir desequilíbrios ácido-básicos

1 – Alcalose Metabólica: pH alto e HCO3 alto

• Se houver hipopotassemia (potássio abaixo de 3,8 mEq/l), corrigi-la:
- Não havendo perdas anormais, aumentar o potássio na solução de manutenção
. Infundir 150 mEq de KCl diluídos em 250 a 500 ml de solução glicosada a 5%
durante 6 horas. Dosar o potássio após esse período e repetir o esquema
caso ainda persista a hipopotassemia

• Não havendo hipopotassemia (potássio > ou = 3,8 mEq/l):
- Utilizar a seguinte fórmula de correção para repor NH4Cl ou HCl:
mEq de NH4Cl ou HCl = 0,3 X peso (Kg) X BE

. Administrar metade da dose calculada, diluida em solução glicosada ou
fisiológica, respeitando o limite de infusão de 25 mEq de NH4Cl ou HCl a
cada 2 horas

2 – Alcalose Respiratória: pH alto e PCO2 baixo

• Se o paciente estiver respirando espontaneamente, procurar identificar possíveis situações que possam causar taquipneia (febre, infecção, dor, etc).
• Se houver hipoxia instalar oxigênio.
• Se o paciente estiver em respiração artificial (nesse caso só corrigir com pH acima de 7,50), diminuir a corrente e/ou a frequência respiratória. Se não houver resultado com essa manobra, aumentar o espaço morto.

3 – Acidose Metabólica: pH baixo e HCO3 baixo

• Corrigir conforme a fórmula: mEq de HCO3 = 0,3 X peso (Kg) X BE
- administrar metade do bicarbonato calculado em 60 minutos
- repetir gasometria após 2 horas do término da infusão
- repetir o processo se necessário

4 – Acidose Respiratória: pH baixo e PCO2 alto

• Checar permeabilidade das vias aéreas e aspirar secreções
• Pesquisar causas de hipoventilação: pneumotorax, derrame pleural e dor Providenciar Rx de torax
Nunca administrar oxigênio como medida isolada (risco de parada respiratória)
• Se a PCO2 estiver maior que 50 mm Hg e o pH cair abaixo de 7,3: Intubar e colocar em respiração artificial (pacientes com DPOC podem suportar PCO2 de até 80 mm Hg)
• Se o paciente estiver em respiração artificial, aumentar o ar corrente e/ou a frequência respiratória

O que é tensão arterial

TA = tensão arterial

Tensão exercida pelo sangue contra a superfície interna das artérias.

TAS = tensão arterial sistólica

É a tensão no exato momento da sístole, em que o coração ejeta o sangue na aorta, (válvula mitral fechada e válvula aórtica aberta). Nesse momento a tensão é máxima no interior das artérias.

TAD = tensão arterial diastólica

É a tensão que corresponde ao término do escoamento do sangue da sístole anterior pela aorta, que corresponde também ao término do enchimento do ventrículo esquerdo (válvula mitral aberta e válvula aórtica fechada). Nesse momento a tensão é mínima no interior das artérias, é a menor tensão arterial ao longo do ciclo cardíaco.

TAM = TAD + (TAS - TAD) / 3

É a verdadeira pressão que empurra o sangue pelo sistema circulatório.

Repor potássio

O grande estoque de potássio intracelular, repõe as perdas extracelulares com muita eficiência. Disso resulta que um déficit significativo nas reservas totais de potássio, por exemplo, um déficit de 400 mEq irá produzir uma diminuição de apenas 1 mEq/L no potássio sérico. Entretanto, para o potássio sérico aumentar esses mesmos 1 mEq/L, seria necessário apenas um excesso de 100 a 200 mEq no potássio corporal total

A HIPOPOTASSEMIA pode ser provocada por diversos fatores:

a) Desvio
O desvio do potássio sérico para o interior da célula pode ser facilitado pela estimulação dos ? receptores adrenérgicos. Isso é importante particularmente quando usamos BRONCODILATADORES (terbutalina = Bricanyl), particularmente se associados a diuréticos.

Poderemos ter esse mesmo desvio para o interior da célula em situações como ALCALOSE, HIPOTERMIA e uso de INSULINA.

b) Depleção de potássio.
Ocorre principalmente por uso de DIURÉTICOS, também pode ser visto em situações de depleção de magnésio (a HIPOMAGNESEMIA impede a reabsorção de potássio pelos túbulos renais).
As perdas de origem extra-renal restringem-se à diarréia, à aspiração gástrica e vômitos.

REPOSIÇÃO DE POTÁSSIO

A reposição intravenosa deve ser feita em uma solução salina isotônica.
Considera-se o propósito de corrigir com base em um valor normal de 4 mEq/L.

A concentração normal de potássio sérico é 3,5 a 5,5 mEq/L.
O conteúdo total de potássio em um ser humano normal é em torno de 50 mEq/kg.

Cálculos para um adulto de 70 kg:
70 kg “vezes” 50 mEq = 3.500 mEq de potássio total corporal.
O compartimento extracelular, todavia, retém apenas 2% desse total, ao que equivale cerca de 70 mEq.
Conclui-se, dessa forma, que:

O extracelular contém, aproximadamente, cerca de 1 mEq de potássio por Kg de peso corporal.
(70 mEq em um paciente de 70 kg, 60 em um paciente de 60 kg, 50 em um de 50 kg, etc.)

Calcula-se um déficit de 10% nas reservas corporais de potássio para cada diminuição do potássio sérico em 1 mEq/L.

Dessa forma (homem de 70 kg):
Com 70 kg de peso corporal, o potássio corporal total presumido encontra-se em torno de 3.500 mEq. Conforme o acima exposto, esse paciente deverá ter algo em torno de 700 mEq de déficit total corporal de potássio [2 mEq/L de déficit sérico X 350 (10% de 3.500)]. Entretanto, como saber se o déficit é real, como calcular um possível desvio transcelular?

O fato é que a reposição, em princípio, tem o objetivo de corrigir o extracelular (16,8 litros).
Explica-se:

Um homem adulto tem 60% de água corporal (a mulher tem 50%). Portanto, um homem de 70 kg tem 42 litros de água. O intracelular corresponde a cerca de 60% (25,2 litros), enquanto o extracelular corresponde a 40% (16,8 litros). O compartimento extracelular subdivide-se em um subcompartimento intersticial, equivalente a 75% (12,6 litros), e um intravascular, equivalente a 25% (4,2 litros).
Se o déficit sérico é de 2 mEq/L, multiplica-se esse valor por 16,8 e chega-se ao valor aproximado de 33,6 mEq necessário para a correção do extracelular naquele momento. Após 60 minutos da infusão faz-se uma reavaliação do potássio sérico.

A taxa de infusão de 20 mEq/h é a mais preconizada, haja vista tais infusões serem extremamente hiperosmóticas e irritantes, podendo ser utilizada em veia periférica e em cateter central com relativa segurança (taxas acima de 20 mEq/h devem ser evitadas em cateteres centrais pelo risco teórico de hipercalemia transitória nas câmaras cardíacas direitas (risco de parada cardíaca).
A taxa máxima de infusão, todavia, pode ser elevada com relativa segurança (veia periférica) a até 40 mEq/L.
Em situações críticas (arritmias graves com potássio abaixo de 1,5 mEq/L), doses de até 80 mEq/h têm sido utilizadas.

Obs: Veja “Transformar mg% em mEq/l” em “Você TEM que saber”:
KCl a 10% = cada ml da solução contém 1,34 mEq/l de potássio
KCl a 19,1% = cada ml da solução contém 2,56 mEq/l de potássio

OBJETIVO: administrar 33,6 mEq de potássio = 25 ml de KCl a 10% (33,6 / 1,34) ou 13 ml a 19,1% (33,6 / 2,56).
Correndo 33,6 mEq a 20 mEq/h = 100,8 minutos (250 de SF 0,9% + 25 ml de KCl a 10% = total de 275 ml = 164 ml/h).
Correndo 33,6 mEq a 20 mEq/h = 100,8 minutos (250 de SF 0,9% + 13 ml de KCl a 19,1% = total de 263 ml = 157 ml/h).

PRESCRIÇÃO:

1. Solução fisiológica 0,9%..................................... 250 ml
Cloreto de potássio a 10% - 25 ml
Uso: EV em bomba de infusão, 164 ml/h
OU
2. Solução fisiológica 0,9%..................................... 250 ml
Cloreto de potássio a 19,1% - 13 ml
Uso: EV em bomba de infusão, 157 ml/h

Transformar mg% em mEq/l

Usando o método primário de cálculo você não precisará decorar valores, poderá calculá-los de forma simples e para qualquer substância que se apresente. Traga sempre uma tabela periódica dentro da maleta.

1 – Como calcular quantos miliequivalentes de potássio existe em uma ampola de cloreto de potássio a 10%?
Resposta: dividindo-se a quantidade de KCl em mg pela soma dos pesos atômicos dos elementos.

  1. Calcula-se em mg a quantidade de cloreto de potássio na ampola:

  • Dizer “a 10 por cento” é o mesmo que dizer “10 em 100”, ou seja: 10 g em 100 ml, que é o mesmo que dizer 10.000 mg em 100 ml.

  • Pergunta-se: quantos ml tem na ampola?

Resposta: 10 ml

Portanto: se em 100 ml haveria 10000 mg, em 10 ml há, obviamente, 1000 mg.

  • Concluindo: em uma ampola de 10 ml de KCl a 10% temos 1000 mg de KCl .

  1. Divide-se o valor encontrado pela soma dos pesos atômicos dos elementos envolvidos.

Pesos atômicos = Cloro (Cl): 35,5 + Potássio (K): 39. Soma: 74,5.

Dividindo-se 1000 por 74,5 = 13,4 mEq (1,34 mEq/ml da solução)

2 – Como calcular quantos miliequivalentes de potássio existe em uma ampola de cloreto de potássio a 19,1%?

Resposta: dividindo-se a quantidade de KCl em mg pela soma dos pesos atômicos dos elementos.

  1. Calcula-se em mg a quantidade de cloreto de potássio na ampola:

  • Dizer “a 19,1 por cento” é o mesmo que dizer “19,1 em 100”, ou seja: 19,1 g em 100 ml, que é o mesmo que dizer 19.100 mg em 100 ml.

  • Pergunta-se: quantos ml tem na ampola?

Resposta: 10 ml

Portanto: se em 100 ml haveria 19100 mg, em 10 ml há, obviamente, 1910 mg.

  • Concluindo: em uma ampola de 10 ml de KCl a 19,1% temos 1910 mg de KCl .

  1. Divide-se o valor encontrado pela soma dos pesos atômicos dos elementos envolvidos.

Pesos atômicos = Cloro (Cl): 35,5 + Potássio (K): 39. Soma: 74,5.

Dividindo-se 1910 por 74,5 = 25,6 mEq (2,56 mEq/ml da solução)

3 – Como calcular quantos miliequivalentes de magnésio existe em uma ampola de sulfato de magnésio a 50%?
Resposta: dividindo-se a quantidade de MgSO4 em mg pela soma dos pesos atômicos dos elementos.

a) Calcula-se em mg a quantidade de sulfato de magnésio na ampola:

  • Dizer “a 50 por cento” é o mesmo que dizer “50 em 100”, ou seja: 50 g em 100 ml, que é o mesmo que dizer 50.000 mg em 100 ml.

  • Pergunta-se: quantos ml tem na ampola?

Resposta: 10 ml

Portanto: se em 100 ml haveria 50.000 mg, em 10 ml há, obviamente, 5000 mg.

  • Concluindo: em uma ampola de 10 ml de MgSO4 a 50% temos 5000 mg de MgSO4 .

b) Divide-se o valor encontrado pela soma dos pesos atômicos dos elementos envolvidos.

Pesos atômicos = Magnésio (Mg): 24 + Enxofre (S): 32 + Oxigênio (O4): 16 x 4 = 64. Soma: 120

Dividindo-se 5000 por 120 = 41,6 mEq (4,16 mEq/ml da solução)