Corrigir desequilíbrios ácido-básicos


1 – Alcalose Metabólica: pH alto e HCO3 alto

• Se houver hipopotassemia (potássio abaixo de 3,8 mEq/l), corrigi-la:
- Não havendo perdas anormais, aumentar o potássio na solução de manutenção
. Infundir 150 mEq de KCl diluídos em 250 a 500 ml de solução glicosada a 5%
durante 6 horas. Dosar o potássio após esse período e repetir o esquema
caso ainda persista a hipopotassemia

• Não havendo hipopotassemia (potássio > ou = 3,8 mEq/l):
- Utilizar a seguinte fórmula de correção para repor NH4Cl ou HCl:
mEq de NH4Cl ou HCl = 0,3 X peso (Kg) X BE

. Administrar metade da dose calculada, diluida em solução glicosada ou
fisiológica, respeitando o limite de infusão de 25 mEq de NH4Cl ou HCl a
cada 2 horas

2 – Alcalose Respiratória: pH alto e PCO2 baixo

• Se o paciente estiver respirando espontaneamente, procurar identificar possíveis situações que possam causar taquipneia (febre, infecção, dor, etc).
• Se houver hipoxia instalar oxigênio.
• Se o paciente estiver em respiração artificial (nesse caso só corrigir com pH acima de 7,50), diminuir a corrente e/ou a frequência respiratória. Se não houver resultado com essa manobra, aumentar o espaço morto.

3 – Acidose Metabólica: pH baixo e HCO3 baixo

• Corrigir conforme a fórmula: mEq de HCO3 = 0,3 X peso (Kg) X BE
- administrar metade do bicarbonato calculado em 60 minutos
- repetir gasometria após 2 horas do término da infusão
- repetir o processo se necessário

4 – Acidose Respiratória: pH baixo e PCO2 alto

• Checar permeabilidade das vias aéreas e aspirar secreções
• Pesquisar causas de hipoventilação: pneumotorax, derrame pleural e dor Providenciar Rx de torax
Nunca administrar oxigênio como medida isolada (risco de parada respiratória)
• Se a PCO2 estiver maior que 50 mm Hg e o pH cair abaixo de 7,3: Intubar e colocar em respiração artificial (pacientes com DPOC podem suportar PCO2 de até 80 mm Hg)
• Se o paciente estiver em respiração artificial, aumentar o ar corrente e/ou a frequência respiratória