Zona eletricamente inativa subepicárdica ântero-septal.

M.A.F., 64 anos, com queixa de “entalo” + sudorese fria aos esforços há 15 dias

DADOS DO EXAME: 

Ritmo: sinusal

 FC: 68

SÂP: -10°

SÂQRS: 10°

SÂT: 150°

P: 80 ms < PR: 160 ms

QRS: 90 ms

 

CONSIDERAÇÕES GERAIS:

* SÂT fora dos limites de normalidade.

1. Presença de ondas T com fase terminal abaixo da linha de base em V3 e V4, além de negativas, simétricas e pontiagudas em V5.

2. Ondas R diminuíram discretamente de amplitude de V2 para V4; em V3 e V4 deveriam ter grande amplitude, mas estão minúsculas. 

3. Ondas Q diminuem de amplitude de V5 para V6.

4. Ondas T aplanadas em DII, negativas e assimétricas em DI e aVL.

5. Supradesnivelamento de ST, máximo de 0,35 mV, de V1 a V4.

6. Onda S de V1 maior que 24 mm (Romhilt positivo). < 7. Presença de onda U proeminente (hipopotassemia?).

 

CONCLUSÕES:

1. Isquemia subepicárdica septal baixa e apical.

2. Zona eletricamente inativa subepicárdica ântero-septal.

3. Zona eletricamente inativa apical.

4. Distúrbio inespecífico da repolarização ventricular inferior e lateral alta.

5. Vetor de lesão subepicárdica ântero-septal.

6. Provável hipertrofia ventricular esquerda.

 

CINEANGIOCORONARIOGRAFIA DA PACIENTE ACIMA:

1. Descendente anterior subocluída ao nível do 2° ramo septal, com defeito de enchimento distal sugestivo de trombo.

2. 1ª diagonal com lesão de 50% próxima à origem.

3. Circunflexa com lesão de 90% no terço médio do ramo AV logo após o 2° marginal.

4. Coronária direita de grande expressão anatômica, com lesão de 75% no 1/3 proximal e na origem da descendente posterior.

5. Ventrículo esquerdo com hipocinesia severa apical. 

Keywords: 
subepicárdica necrose isquemia hipertrofia HVE