BSA de 2º grau Mobitz II ou bigeminismo supraventricular? - 2.

M.D.O, 70 anos, referindo palpitações.

D E S C R I Ç Ã O: Nota-se dois intervalos diferentes, sempre consecutivos, entre os vários R-R, um de 27 UA e outro de 44 UA.

C O M E N TÁ R I O S: <   < Se fosse um BSA de 2º grau tipo MII (taxa 3:2) teríamos o intervalo maior correspondendo ao dobro do intervalo menor (omissão de um ciclo sinusal).
Todavia, uma associação BSA 2º MII (3:2) + BSA 1º grau, poderia gerar um intervalo de pausa menor que o dobro do menor intervalo do traçado, fazendo supor tratar-se de um bigeminismo supraventricular.
Às vezes a situação só pode ser esclarecida quando do retorno ao ritmo normal.  Quando isso ocorrer (utilizando o exemplo acima para ilustrar a situação), se o “ritmo normal” apresentar entre o intervalos R-R um valor de 27 UA é porque se tratava de um BSA 2º MII com taxa de resposta 3:2; se entre os intervalos R-R houver um espaço correspondente a 44 UA é porque se tratava de um bigeminismo supraventricular.

EXPLICA-SE: No caso de um BSA, o ciclo menor (27 UA) seria referente à freqüência intrinseca sinusal (ciclo básico sinusal) - que seria retomado caso a arritmia desaparecesse. No caso de um ritmo bigeminado, o ciclo maior (44 UA) é que estaria representando a freqüência intrínseca sinusal, pois o complexo precoce extrasistólico, ao despolarizar o nódulo sinusal, reprogramaria seu ritmo a partir da extra-sístole - o intervalo seguinte representaria o próprio ciclo sinusal.

Keywords: 
BSA sinoatrial