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Apresentação


Uma análise precipitada poderia concluir por ser relativamente fácil realizar um curso de Eletrocardiografia. Fomos, entretanto, surpreendido pela dimensão que passou a tomar cada item que faz parte desse edifício aparentemente tão simples e que, para nossa surpresa, exigiu muitas horas de dedicação e o auxílio de muitos colaboradores para ser erguido com segurança. Tais itens foram artesanalmente colocados nessa construção.

Gastamos, até o momento, mais de uma centena de meses para catalogar tudo que temos no livro/apostila, para concluir pela atual seqüência didática de apresentação das aulas, para programar exercícios que possibilitem ao aluno colocar em prática toda informação teórica, para conseguir adquirir todo o material de suporte que precisamos, para apresentá-lo na rede mundial de computadores, entre outras muitas coisas.
No nosso endereço na Internet http://www.ecg.med.br, o aluno tem um suporte de valor inquestionável para o aprendizado, uma via de acesso permanente com a coordenação do curso. No momento dispomos de mais de trezentos eletrocardiogramas, dispostos na página “caça-eletro” – onde o exame pode ser procurado pelo laudo eletrocardiográfico – e sob a forma de exercícios on-line, além de boa parte da apostila do curso. Recentemente incluímos PROVA ON-LINE, onde o aluno pode testar seus conhecimentos e receber imediatamente uma nota de aproveitamento teórico entre zero e 100%.

O curso é realizado tendo essa apostila como base, organizada por mim. Tivemos o cuidado de ler uma série de obras de conteúdo específico nesses últimos anos (O Eletrocardiograma, de Dr. Enéas F. Carneiro; Arrhythmia - A Guide to Clinical Electrocardiology, de Erik Sandoe e Bjarne Sigurd; Clinical Electrocardiography, de Marvin Dunn e Bernard Lipman; Tratado de Medicina Cardiovascular, de Eugene Braunwald; Clínicas Cardiológicas, da Interlivros; Ilustrações Médicas, de Frank Netter; Arritmias Cardíacas, de Dalmo Moreira; Electrocardiography in Acute Care, de Richard Davison; SOCESP Cardiologia, atualização e reciclagem, da Atheneu; O ECG na prática, de John Hampton, Eletrocardiograma Atual, de Ivan Maia e Fernando Cruz Filho; Eletrocardiograma Normal e Patológico, de Paulo Moffa e Paulo Sanches, entre outras), de ler um sem número de diversos trabalhos e revistas, além de participarmos de muitos eventos onde a Eletrocardiografia esteve em pauta. Procuramos incluir na apostila tudo que acontece nos congressos a respeito de Eletrocardiografia, particularmente no "Colóquio João Tranchesi", onde estão presentes os mestres renomados desse método, uma sessão "imperdível" dos congressos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que indicamos a todos que pretendem entender realmente as nuanças da metodologia. Procuramos, dessa forma, dar sempre uma visão atualizada da Eletrocardiografia – os alunos recebem-na quando da inscrição no curso. São cerca de 150 minutos semanais de aulas, durante quatro meses e meio, além de aulas de revisão e de exercícios. Os alunos são avaliados durante e após esse período, só recebendo CERTIFICADO DE APROVEITAMENTO aqueles que obtêm média de acerto igual ou superior a 70% (os certificados especificam o aproveitamento: regular, muito bom ou ótimo); os CERTIFICADOS DE COMPARECIMENTO são confeccionados para os que não tiverem faltas.
Saber ler um eletrocardiograma é fundamental para o bom exercício de diversas especialidades médicas, desde a Clínica Geral até outras como Cirurgia (exame de rotina no pre-operatório, além da monitorização que se faz durante o ato cirúrgico), Intensivismo/Emergência/Cardiologia (imprescindível nessas especialidades), Geriatria (onde ocorre talvez o maior número de exames alterados), Pediatria (exame complementar importante na identificação de crianças com problemas cardíacos), dentre tantas outras. Onde se pratica uma boa Medicina o Eletrocardiograma é rotina em qualquer situação que implique em internamento hospitalar. Mesmo em especialidades onde a sua utilização é de aparente pequeno valor até outras onde sua realização é impossível, encontra-se o valor inquestionável do domínio da sua interpretação: seria importante para um profissional de Medicina Legal, por exemplo, saber ECG para poder opinar, com conhecimento de causa, em situações onde a origem cardíaca do óbito seja uma variável importante para o Laudo Médico Legal. Por fim, entrar para a Residência Médica em qualquer área, implica em saber ECG, haja vista a necessidade de estágios em unidades de Emergência, Cardiologia e UTI. Durante o processo de seleção para a Residência Médica, é possível que se opte por um candidato que saiba ECG a um outro que não domine essa técnica, pois haveria com isso um ganho de tempo e qualidade enormes, em um período relativamente curto onde tantos outros conhecimentos devem ser incorporados.


Agradecemos aos professores colaboradores, que enriquecem nosso curso com suas apresentações, sempre presentes e com extrema boa vontade:
Drª. Lenises de Paula e Dr. Raimundo Hespanha


Salvador, 02 de janeiro 2007.

J. Djalma G. Duarte Filho
CREMEB 8072 - Coordenador